Policia Federal mira líder do governo Lula e apreende fortuna em dólares, euros e relógios de luxo

Publicado em 19/06/2026 por Rádio Nova FM

Brasil e Mundo

Fonte: Foto Por Reprodução

A nona fase da Operação Compliance Zero sacudiu os bastidores do poder na capital federal. Em uma ofensiva autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) cumpriu 18 mandados de busca e apreensão que miraram diretamente o senador Jaques Wagner (PT/BA), atual líder do governo Lula no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.

As buscas, realizadas no Distrito Federal, na Bahia e em São Paulo, tinham como objetivo colher provas sobre supostas fraudes e irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master. O saldo das apreensões nos endereços vinculados ao parlamentar impressiona pelos valores e itens de alto padrão encontrados.

O Balanço das Apreensões

Os agentes federais concentraram as buscas em imóveis do senador tanto em Brasília quanto em Salvador. O dinheiro em espécie estava dividido da seguinte forma:

  • Dólares Americanos: US$ 55 mil no total (cerca de R$ 285 mil), sendo US$ 49 mil localizados na capital federal e US$ 6 mil na capital baiana.

  • Euros: 33,5 mil euros em espécie (aproximadamente R$ 199 mil).

  • Artigos de Luxo: Mais de dez relógios de grife foram recolhidos pelos policiais.

Repercussão e Reação Política

O impacto da operação gerou reações imediatas na cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT). Em nota oficial, o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, blindou politicamente o líder do governo, embora tenha demonstrado apoio institucional à continuidade das investigações sobre o Banco Master.

"O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados, e os responsáveis, penalizados." Edinho Silva, presidente nacional do PT

Até o momento, a defesa do senador Jaques Wagner e os representantes do empresário Augusto Lima não detalharam a origem dos valores e dos bens apreendidos. As investigações da PF seguem em sigilo para analisar o material coletado.