Lula liga para Jaques Wagner após operação da Policia Federal; senador rechaça saída da liderança e cita prisão do presidente

Publicado em 22/06/2026 por Rádio Nova FM

Brasil e Mundo

Fonte: Foto da Internet

 Alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que recebeu um telefonema de solidariedade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à Rádio BandNews, o parlamentar minimizou o impacto político do episódio e descartou a possibilidade de deixar o cargo de articulação no Congresso ou de recuar em seus planos eleitorais.

Ao comentar o apoio que recebeu do Palácio do Planalto, Wagner usou o próprio histórico do presidente para justificar por que acredita que sua permanência na liderança do governo está garantida.

"Acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e a confiança que ele tem em mim. O presidente me ligou para se solidarizar, ele próprio já teve problemas bem maiores que o meu, foi preso e hoje é o presidente da República", declarou o senador à emissora.

Além de readequar sua situação na liderança, o petista assegurou que sua estratégia para o pleito no Senado Federal não sofrerá alterações: "Minha pré-candidatura à reeleição está absolutamente mantida. Estou muito seguro de tudo que fiz e da minha vida pessoal".

O foco da investigação e a defesa do senador

A ofensiva da Polícia Federal apura um suposto esquema de favorecimento financeiro. De acordo com as investigações, Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas que somam um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões e repasses em dinheiro na ordem de R$ 3,5 milhões de empresas ligadas ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

Em troca, o parlamentar teria atuado nos bastidores do Legislativo para inflar o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão — uma medida que, segundo os investigadores, atenderia diretamente aos interesses do Banco Master.

Na mesma entrevista, Wagner rebatou os detalhes do inquérito:

  • Relação com envolvidos: Negou qualquer proximidade com Daniel Vorcaro, atual dono do Banco Master, classificando o relacionamento como "praticamente zero".

  • Atuação legislativa: Contestou a tese de que teria trabalhado a favor do banco. Segundo o senador, na condição de líder do governo, ele seguiu a orientação técnica do Planalto e encaminhou o voto contra a emenda que ampliava a cobertura do FGC.