Maquiagem de R$ 670 Milhões: Banco de Edir Macedo é Alvo da Policia Federal em Meio a Histórico de Escândalos do Líder da Universal

Publicado em 23/06/2026 por Rádio Nova FM

Brasil e Mundo

Fonte: Foto da Internet

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23/06) a Operação Miragem, um desdobramento que colocou o Banco Digimais controlado por Edir Macedo fundador e dono da Igreja Universal está no centro de um suposto esquema de fraudes contábeis e maquiagem financeira de R$ 670,3 milhões. Para quem acompanha o cenário nacional, o envolvimento do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) com o banco de dados da Justiça e da polícia não é uma novidade; o líder religioso carrega um longo histórico de investigações e polêmicas pesadas que atravessam décadas.

A Bola da Vez: Como Funcionava o Esquema no Banco Digimais

De acordo com os relatórios do Banco Central que basearam a ação da Policia Federal, os administradores da instituição financeira ligada a Macedo utilizavam manobras contábeis para criar uma estabilidade fictícia.

  • Geração artificial de receitas: O banco criava números falsos para inflar o valor de seus ativos.

  • Ocultação de riscos: Problemas graves que poderiam comprometer a saúde financeira da instituição eram escondidos do Banco Central.

  • Desvio de finalidade: A PF apura se o dinheiro do banco foi direcionado ilegalmente para beneficiar a própria empresa que controla a instituição.

Os envolvidos agora enfrentam acusações severas contra o Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta e prestação de informações falsas.

Um Histórico de Polêmicas Pesadas

A Operação Miragem é apenas o capítulo mais recente de uma biografia marcada por grandes embates jurídicos. Desde a fundação da Universal, Edir Macedo tem seu nome associado a investigações de grande repercussão:

  • A Prisão em 1992: Um dos episódios mais marcantes ocorreu na década de 1990, quando Macedo chegou a passar 11 dias preso na carceragem de São Paulo, acusado de charlatanismo, estelionato e lesão à economia popular. As imagens do bispo atrás das grades rodaram o mundo.

  • Acusações de Lavagem de Dinheiro (2009 e 2011): O Ministério Público Federal formalizou denúncias pesadas contra o líder religioso por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. A acusação apontava que dízimos de fiéis eram supostamente desviados para empresas de fachada e para a compra de meios de comunicação, como a Rede Record.

  • O Escândalo dos "Vigilantes de Altar" na Europa: Mais recentemente, a atuação da igreja no exterior também virou caso de polícia, enfrentando investigações em países de língua portuguesa na África e na Europa devido à forte evasão de divisas e controle financeiro rígido.

O Peso do Bloqueio Atual: Embora Edir Macedo tenha se livrado da maioria das acusações passadas por arquivamento ou prescrição dos prazos judiciais, o bloqueio atual de R$ 670,3 milhões determinado pela Justiça Federal representa um dos maiores golpes financeiros diretos à estrutura empresarial do bispo em anos.

A defesa dos investigados e a administração do Banco Digimais ainda não detalharam as justificativas contra as acusações apontadas pelo Banco Central e pela Polícia Federal.