Registros desmentem Lula sobre relação com lobista investigada pela Polícia Federal
Publicado em 28/08/2026 por Rádio Nova FM
Imagens das redes sociais e investigações da PF contradizem fala do presidente durante sabatina; empresária citou facilidades no governo em conversas grampeadas.
Contradição em rede nacional
Em entrevista concedida à TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou categoricamente qualquer convivência ou contato prévio com a empresária Roberta Luchsinger. Investigada por suspeita de tráfico de influência e ligação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária foi classificada pelo petista como desconhecida.
"Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim" Luiz Inácio Lula da Silva
A declaração, contudo, entra em confronto direto com o histórico digital de Roberta. Mídias arquivadas em suas redes sociais documentam múltiplos encontros com Luís Lula da Silva e a primeira-dama, Janja Silva:
Julho de 2022: Registro fotográfico posado entre Lula e Janja com a legenda "Quem tem amigos, tem tudo".
Agosto de 2023: Encontro durante a celebração da indicação da advogada Daniela Teixeira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Outubro de 2023: Publicação em homenagem ao aniversário do presidente.
Mensagens da PF e o escândalo no INSS
A contestação da fala presidencial ocorre em meio a desdobramentos de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema no INSS e intermediações ilícitas no governo federal. A apuração ganhou tração após a interceptação de mensagens trocadas por Roberta em 2024.
Nas conversas reveladas pela revista Veja, a lobista afirma a um interlocutor ter recebido do próprio Lula a prerrogativa de escolher um cargo na administração pública. Segundo os textos, ela teria recusado a oferta para manter uma parceria comercial privada com Lulinha e o empresário Fernando Bittar.
As suspeitas e a resposta do Planalto
A PF apura se o grupo atuava para favorecer interesses privados junto a ministérios, incluindo a tentativa de negociação de medicamentos à base de canabidiol com o Ministério da Saúde.
Ao rebater as acusações, Lula classificou o teor das mensagens como "imbecilidade", chamou a empresária de "pilantra" e sustentou que as suspeitas envolvendo seu filho não passam de ilações sem respaldo probatório.
