Oposição Ganha Tração na Disputa pelo Senado: Rogério Marinho É Oficializado Candidato pelo PL
Publicado em 05/11/2026 por Rádio Nova FM
Com o olhar atento para a próxima legislatura, o Partido Liberal (PL) deu um passo decisivo no jogo político ao formalizar, em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O movimento ocorreu durante um encontro estratégico que reuniu 33 congressistas integrando parlamentares do PL, PP, Republicanos e Novo.
A corrida pelo comando da Casa, cuja eleição está agendada para 1º de fevereiro de 2027, promete ser bastante acirrada. Para sair vitorioso em primeiro turno, qualquer postulante precisa alcançar a marca de ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. Marinho enfrentará a concorrência do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição, e da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A Força das Urnas e o Desafio da Maioria
O potiguar inicia a caminhada com um trunfo de peso: o PL passará a ter a maior bancada do Senado a partir de 2027, ocupando 29 assentos. Contudo, como os números da própria legenda não garantem a vitória, Marinho precisará construir pontes com outros blocos da Casa.
O tom do discurso do parlamentar aposta no resgate do papel institucional da instituição. O candidato reiterou que sua missão é restituir o Senado como uma instância revisora, moderadora e autônoma, atuando estritamente dentro dos parâmetros constitucionais.
“Nós não somos aqui arautos de uma revolução para botarmos abaixo o que aí está. O que nós propomos e o que nós representamos é uma mudança de volta ao eixo originário da nossa Constituição. O que nós defendemos é o respeito à lei”, enfatizou o senador durante a reunião.
Alianças no Campo Conservador e Pautas em Pauta
Um dos pontos centrais da articulação envolve o diálogo com a senadora Tereza Cristina, do PP partido que contará com 6 parlamentares. Marinho revelou ter conversado com a senadora no mesmo dia, ressaltando a convergência de ideias. Segundo ele, a disputa não deve ser pautada pela imposição, mas pela persuasão, sinalizando uma possível aliança mais à frente.
No campo legislativo, a promessa é destravar matérias sem pautar decisões por pressões externas ou interesses partidários pontuais. Um dos tópicos citados como exemplo de debate soberano do Plenário é a proposta de anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Por fim, apesar da postura crítica em relação ao Poder Executivo, Marinho assegurou que sua eventual gestão não atuará de forma retaliatória ou ostensiva para inviabilizar o governo federal, garantindo o andamento de projetos fundamentais de interesse nacional.
