EUA eliminam três em nova ofensiva contra o narcotráfico no Caribe
Publicado em 20/04/2026 por Rádio Nova FM
CARIBE – Em mais um desdobramento da intensiva campanha militar iniciada no segundo semestre de 2025, o Exército dos Estados Unidos realizou, no último domingo (19 de abril de 2026), um ataque a uma embarcação suspeita em águas caribenhas. A operação resultou na morte de três indivíduos classificados pelo Pentágono como "narcoterroristas".
Detalhes da Operação
A ação foi executada pela força-tarefa Joint Task Force Southern Spear, sob a coordenação direta do General Francis L. Donovan, chefe do Comando Sul (SOUTHCOM). De acordo com o comunicado oficial:
O Alvo: Uma embarcação que operava em rotas conhecidas de tráfico internacional.
Baixas: Três suspeitos mortos; não houve feridos entre os militares americanos.
Justificativa: O comando afirmou que a embarcação estava envolvida em atividades ilícitas ligadas a redes de narcotráfico.
Números de uma Campanha em Expansão
Desde o seu início, em setembro de 2025, a ofensiva da administração Trump contra o tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental tem demonstrado uma escala sem precedentes. Mesmo com os EUA envolvidos em outros teatros de operações globais, a prioridade dada ao combate aos cartéis nas Américas permanece alta.
| Estatísticas da Campanha (desde Set/2025) | Dados |
| Total de Ofensivas | 52 |
| Total de Mortos (estimado) | 180 |
| Foco Geográfico | Caribe e Pacífico Oriental |
"As ações são necessárias para conter o fluxo de drogas e reduzir drasticamente as mortes por overdose em solo americano", afirmou o governo em nota, reiterando a classificação dos alvos como narcoterroristas.
Controvérsias e Contexto Político
Apesar dos resultados operacionais celebrados pelo comando militar, a campanha não está isenta de questionamentos. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas de que as embarcações destruídas nas 52 ofensivas transportavam, de fato, carregamentos de entorpecentes no momento dos ataques.
O Fator Venezuela
A atual agressividade militar na região ganhou força meses antes da captura de Nicolás Maduro. O ex-líder venezuelano, levado a Nova York para enfrentar acusações de tráfico de drogas, permanece sob custódia e mantém a alegação de inocência.
A estratégia da Southern Spear é vista por analistas como uma consolidação do controle geopolítico e de segurança dos EUA sobre as rotas marítimas vizinhas, utilizando o combate ao narcotráfico como o principal motor da presença militar na região.
