Investigador da Polícia Civil de Colíder é preso por corrupção e violação de sigilo
Publicado em 05/02/2026 por Rádio Nova FM
Servidor é suspeito de usar o cargo para repassar informações sigilosas em troca de vantagens indevidas; prisão foi mantida após audiência de custódia
Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, lotado na Delegacia de Colíder, identificado pelas iniciais C.F., de 48 anos, foi preso na terça-feira (3) durante uma operação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. A ação cumpriu mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Comarca de Alta Floresta.
A prisão ocorreu em um posto de combustíveis localizado na região central de Colíder. O investigador é alvo de uma investigação que apura a prática dos crimes de corrupção passiva, concussão (exigir vantagem indevida), violação de sigilo funcional e tentativa de fraude processual, supostamente cometidos na jurisdição de Alta Floresta.
De acordo com as apurações, o servidor teria utilizado o cargo público para acessar informações sigilosas e repassá-las a terceiros mediante o recebimento de vantagens indevidas. A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos financeiro e digital do investigado, como parte do aprofundamento das investigações.
No momento da abordagem, o policial estava em posse de uma pistola Glock e munições pertencentes à Polícia Civil, que foram imediatamente recolhidas. A defesa acompanhou todos os procedimentos realizados durante a prisão.
Após ser detido, o investigador foi encaminhado para a Cadeia de Custódia de Chapada dos Guimarães, unidade destinada exclusivamente à custódia de servidores da segurança pública.
Nesta quarta-feira (4), o policial passou por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva. Um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa ainda será analisado nos próximos dias, após manifestação do Ministério Público de Colíder.
Nota da Polícia Civil
Em nota oficial, a Polícia Civil de Mato Grosso confirmou a prisão do servidor investigado pelos crimes de fraude processual, concussão e corrupção passiva. Segundo a instituição, a ação foi realizada em cumprimento a mandado judicial expedido pela Comarca de Alta Floresta e executada pela Corregedoria-Geral, no âmbito de investigação conduzida pela Delegacia Regional de Alta Floresta.
Após as providências legais, o policial foi encaminhado para a cadeia de custódia de Chapada dos Guimarães, onde permanecem detidos servidores da área da segurança pública.
