Fiscalização da Anatel desativa rádio clandestina em Terra Nova do Norte com apoio da Polícia Federal

Publicado em 09/04/2026 por Rádio Nova FM

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Operação conjunta apreende transmissor irregular e reforça combate a emissoras ilegais que podem colocar em risco a segurança das comunicações

Fonte: Rádio Nova FM 87,9

Uma operação realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em conjunto com a Polícia Federal, resultou na interrupção das atividades de uma emissora de rádio clandestina no município de Terra Nova do Norte, localizado na região norte de Mato Grosso, a aproximadamente 650 quilômetros de Cuiabá.

A ação ocorreu no dia 17 de março e foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI), por meio da Anatel no estado. Durante a operação, os agentes conseguiram localizar com precisão a origem do sinal irregular e realizar a apreensão do transmissor utilizado pela emissora clandestina.

De acordo com o gerente regional da Anatel em Mato Grosso, Jauri Joton, a atuação demonstra a capacidade técnica da agência em identificar transmissões ilegais mesmo em áreas afastadas dos grandes centros urbanos. Segundo ele, a retirada do equipamento do ar contribui diretamente para a organização do espectro de radiofrequência na região.

A superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, reforçou que o combate às rádios clandestinas é uma ação contínua e necessária. Ela destacou que esse tipo de operação vai além da questão legal, envolvendo também a segurança pública. “Essas emissoras podem causar interferências em rádios regularizadas e até em comunicações sensíveis, como as aeronáuticas, o que pode colocar vidas em risco”, alertou.

A legislação brasileira trata a prática como crime. Conforme a Lei nº 9.472/1997, operar serviços de telecomunicação sem autorização pode resultar em pena de detenção de dois a quatro anos, além de multa de R$ 10 mil. A punição pode ser agravada caso haja prejuízo a terceiros, e também se estende a qualquer pessoa que contribua, direta ou indiretamente, para a atividade ilegal.

A operação reforça o compromisso dos órgãos de fiscalização em garantir o uso adequado das telecomunicações e coibir práticas que comprometem a legalidade e a segurança dos serviços no país.