Justiça Estipula Prazo para Fim de Lixão que Opera há 30 Anos em Peixoto de Azevedo

Publicado em 15/04/2026 por Rádio Nova FM

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Fonte: Radio Nova FM 87,9

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) intensificou a pressão sobre a Prefeitura de Peixoto de Azevedo para solucionar um passivo ambiental que perdura há três décadas. A Promotoria de Justiça protocolou um pedido de cumprimento de sentença, exigindo o encerramento imediato das atividades do lixão municipal e a recuperação da área degradada.


Prazos e Exigências do MPE

A decisão judicial, que já transitou em julgado (não cabe mais recurso), impõe prazos rigorosos para que a administração municipal saia da inércia:

  • 30 Dias: Prazo para comprovar o encerramento definitivo do lixão e o fim da queima de resíduos a céu aberto.

  • 60 Dias: Prazo para apresentar o cronograma físico-financeiro detalhando os investimentos e as etapas para a recuperação ambiental da área.

Descumprimento e Danos Ambientais

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luckmann Saratt, o município ignorou as obrigações impostas pela Justiça nos últimos sete meses. Uma vistoria realizada no último dia 13 de abril revelou um cenário crítico:

  1. Queima Ativa: Resíduos continuam sendo queimados a céu aberto, poluindo o ar.

  2. Agressão a Recursos Hídricos: O lixo está sendo depositado diretamente sobre corpos hídricos, contaminando a água da região.

  3. Inércia Administrativa: O cronograma que deveria ter sido entregue em novembro de 2025 nunca foi apresentado, e não há projeto de recuperação ambiental protocolado junto à Sema-MT.

"O município também não apresentou projeto de recuperação ambiental nem executou qualquer medida concreta para o encerramento do lixão", aponta o Ministério Público.


O que a Condenação Determina?

A sentença judicial é clara quanto aos passos que Peixoto de Azevedo deve seguir para se adequar à legislação ambiental vigente:

  • Interrupção Imediata: Proibição total de novos descartes sem licenciamento.

  • Remoção e Destinação: Retirada integral do lixo acumulado para locais ambientalmente adequados.

  • Recuperação da Área: Execução de um projeto de recuperação de área degradada aprovado pelo órgão estadual.

  • Solução Definitiva: Implantação de um aterro sanitário (próprio ou via consórcio intermunicipal) no prazo máximo de 24 meses.

O lixão de Peixoto de Azevedo é um problema crônico, com histórico de irregularidades que se arrastam por mais de 30 anos. Agora, sob o risco de multas e sanções severas, a prefeitura corre contra o tempo para evitar novos desdobramentos jurídicos.