Proposta alternativa para fim da escala 6x1 atinge assinaturas com apoio em MT; texto corta FGTS e zera INSS patronal

Publicado em 20/05/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Fonte: Foto ReporterMT


Uma emenda modificativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da jornada de trabalho 6x1 superou o quórum mínimo na Câmara dos Deputados e começou a tramitar oficialmente. O texto alternativo, de autoria do deputado Sérgio Turra (PP-RS), obteve 176 assinaturas cinco a mais que as 171 exigidas.

A proposta ganhou tração com o apoio em bloco de seis dos oito deputados federais da bancada de Mato Grosso:

  • Fábio Garcia (União)

  • Nelson Barbudo (Podemos)

  • José Medeiros (PL)

  • Coronel Fernanda (PL)

  • Juarez Costa (Republicanos)

  • Rodrigo da Zaeli (PL)

Ao contrário do projeto original, que propunha uma transição imediata para uma jornada de 36 horas semanais, a nova emenda foca em um modelo de 40 horas semanais e traz um robusto pacote de flexibilizações trabalhistas e incentivos fiscais para amortecer o impacto financeiro nas empresas.

O que muda com a emenda alternativa?

A proposta desenha um cenário de transição gradual e foca em contrapartidas econômicas para o setor produtivo. Veja os principais pontos:

  • Transição de 10 anos: A redução da jornada máxima para 40 horas semanais (garantindo dois dias de descanso remunerado) só entrará em vigor de forma efetiva uma década após a promulgação da PEC. Além disso, o avanço do cronograma fica atrelado ao cumprimento de metas nacionais de produtividade.

  • Serviços essenciais blindados: Setores estratégicos como saúde, segurança pública, mobilidade urbana, infraestrutura crítica e abastecimento ficam de fora da redução, podendo manter o teto atual de até 44 horas semanais.

Pacote de Alívio Fiscal para Empresas

Para compensar os custos de adaptação das empresas, o texto prevê cortes severos em encargos trabalhistas e tributários:

MedidaComo funciona
Corte no FGTSA alíquota do FGTS recolhida pelas empresas cai pela metade, passando de 8% para 4% sobre a folha salarial.
Isenção de INSSZera a contribuição patronal à Previdência Social (atualmente em 20%) para as novas vagas de emprego criadas especificamente para suprir a mudança de regime.
Dedução em dobroPermite que os gastos com essas novas contratações sejam deduzidos em duplicidade da base de cálculo do IRPJ e da CSLL.
Simples e Lucro PresumidoGarante créditos tributários equivalentes para empresas que não estão no Lucro Real.

Pressão no calendário: O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem pressa. Ele defende publicamente que o texto que define o fim da escala 6x1 seja votado e aprovado pelo parlamento ainda antes do fim deste mês.

Com a validação das assinaturas, o texto de Turra passa a correr em paralelo ou a ser fundido aos debates principais da PEC, servindo como a principal moeda de troca dos setores comerciais e industriais dentro do Congresso.