Cláudio Ferreira Prefeito de Rondonopolis pretere Wellington Fagundes e sela aliança com Pivetta pelo Governo de MT
Publicado em 23/06/2026 por Rádio Nova FM
A engrenagem política rumo às eleições de outubro em Mato Grosso ganhou um novo e complexo capítulo nesta semana. Ao selar publicamente seu apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), não apenas definiu seu lado no tabuleiro estadual, mas sacramentou um racha silencioso que vinha se desenhando dentro de sua própria sigla.
A decisão de Ferreira ignora sumariamente as pretensões majoritárias do senador Wellington Fagundes, cacique de seu próprio partido (PL) e também pré-candidato ao Palácio Paiaguás. O movimento expõe uma tendência que preocupa a cúpula liberal: o pragmatismo municipalista falando mais alto que a fidelidade partidária.
O "Preço" do Pragmatismo
O anúncio ocorreu na última segunda-feira (22/06), em solo rondonopolitano, durante um ato administrativo que, ironicamente, ilustra o motivo da escolha: a assinatura de ordens de serviço e o repasse de recursos estaduais para a Santa Casa de Misericórdia local.
Para Ferreira, a política de resultados imediatos na saúde e na infraestrutura pesa mais do que os alinhamentos partidários de Brasília ou Cuiabá. Em tom incisivo, o prefeito deixou claro que está pronto para o desgaste interno que a decisão deve provocar.
"Eu já tomei uma decisão. Eu fico do lado de quem está do lado de Rondonópolis. Isso vai provocar uma repercussão, não estou preocupado. Eu faço política com resultado, e não com processo", disparou o gestor, mandando um recado direto aos correligionários.
O fator Pivetta e o isolamento de Fagundes
Ao receber o apoio de uma das maiores economias do estado, Otaviano Pivetta consolida sua estratégia de atrair prefeitos da base bolsonarista e do PL, esvaziando o palanque de Wellington Fagundes antes mesmo do início oficial da campanha. Cláudio Ferreira fez questão de elogiar a postura republicana de Pivetta, pontuando que o governador "não atua com mesquinharia" e governa além das barreiras partidárias.
Do lado de Wellington Fagundes, o cenário acende um alerta amarelo. Perder o apoio do prefeito da terceira maior cidade do estado e que pertence ao seu próprio partido revela a dificuldade do senador em unificar o PL em torno de seu nome. Nos bastidores, lideranças apontam que o movimento de Cláudio Ferreira pode desencadear um "efeito dominó" em outros municípios do sul do estado, onde as entregas do Governo do Estado têm ditado o ritmo das alianças locais.
Agora, resta saber como a executiva estadual do PL vai reagir à insubordinação pública de Ferreira, ou se o pragmatismo de "Rondonópolis em primeiro lugar" será tolerado em nome da governabilidade futura.
