Racha no PL: Mauro ironiza Wellington após prefeito de Rondonópolis declarar apoio a Pivetta.

Publicado em 24/06/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Fonte: Foto da Internet


O lançamento oficial da pré-candidatura de Mauro Mendes (União) ao Senado, ocorrido nesta terça-feira (23/06), transformou-se em palco para uma análise contundente sobre os rumos da disputa pelo governo de Mato Grosso. Sem rodeios, o ex-governador comentou o recente racha interno do PL em Rondonópolis, minimizando as cobranças por fidelidade partidária e apontando um cenário de fragilidade para o senador Wellington Fagundes (PL).

O estopim da crise foi o posicionamento do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira. Mesmo sendo correligionário de Fagundes que caminha como pré-candidato ao governo, Ferreira ignorou as diretrizes da sigla e declarou apoio formal à pré-campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos).

A crise da identidade partidária

Ao ser questionado sobre o movimento de rebeldia dentro do PL, Mendes evitou condenar a postura do prefeito. Pelo contrário, desferiu uma crítica estrutural ao sistema político atual, afirmando que as legendas perderam a autoridade moral para exigir alinhamento cego de seus filiados.

"Eu particularmente acho que os partidos não fizeram por merecer essa fidelidade ao longo dos anos. Eles não foram fiéis aos princípios, muita coisa, muitos equívocos cometidos ao longo dos anos, e o próprio eleitor está muito atento a isso", disparou Mendes.

O peso simbólico da perda de Rondonópolis

Mais do que uma divergência partidária convencional, o movimento de Cláudio Ferreira atinge diretamente o coração da estratégia de Wellington Fagundes. Rondonópolis não é apenas o terceiro maior colégio eleitoral do estado; é o berço político, empresarial e a principal base eleitoral do senador.

Para Mendes, a migração do apoio do prefeito local para Pivetta representa uma vitória estratégica crucial para o pré-candidato do Republicanos e um revés desestabilizador para Fagundes dentro de sua própria casa.

  • O impacto para Pivetta: Ganha musculatura em uma região historicamente controlada por seus adversários, consolidando uma dissidência de peso.

  • O impacto para Fagundes: Sofre um desgaste de imagem significativo, demonstrando dificuldades de coesão interna no momento em que precisa blindar seu quartel-general.

O cenário desenhado em Rondonópolis antecipa o tom de uma campanha que promete testar as fronteiras da lealdade partidária em Mato Grosso, onde as alianças regionais parecem pesar mais do que as cores das bandeiras partidárias.