Sem verba federal, Mato Grosso aposta em rotas estaduais para fugir do colapso nas BRs, afirma Pivetta
Publicado em 20/07/2026 por Rádio Nova FM
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), fez duras críticas ao Governo Federal durante conversa com jornalistas no Palácio Paiaguás. Segundo o gestor, as rodovias federais que cortam o estado correm o risco de se tornarem completamente intransitáveis caso continuem dependendo exclusivamente dos investimentos e da gestão da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O principal gargalo citado foi a situação da BR-158, via crucial para a região do Araguaia que sofre com atoleiros, falta de pavimentação e constantes protestos de caminhoneiros e produtores rurais. Pivetta lamentou a impossibilidade de estadualizar a rodovia, mas garantiu que o Estado está criando caminhos alternativos para não deixar a produção paralisada.
"Toda rodovia federal em Mato Grosso tende a ficar intransitável se depender do Governo Federal e, como nós não conseguimos trazer para nós a BR-158, vai continuar no sonho e nos planos de toda a região do Araguaia. Nem por isso estamos de braços cruzados, estamos trazendo alternativas", afirmou o governador.
Asfalto novo e o plano de 1.000 km por ano
Como resposta aos gargalos federais, o governo estadual vem priorizando obras em trechos estratégicos. A MT-109, por exemplo, surge como a principal rota alternativa à BR-158. O pacote de obras do Estado também inclui novas entregas de pavimentação na BR-163, MT-010 e MT-030.
Questionado sobre os planos para a continuidade de sua gestão, Pivetta destacou a musculatura que o Estado adquiriu para obras de infraestrutura:
Meta de pavimentação: Capacidade para entregar até 1.000 quilômetros de novas estradas a cada ano.
Ritmo de obras: Continuidade do choque de investimentos iniciado no ciclo de 2020/2021.
Metas para saúde, habitação e educação
Além do foco nas estradas, o governador apresentou os pilares de sua agenda para as demais áreas sociais em Mato Grosso:
Habitação: Projeto para a construção de 60 mil moradias populares.
Saúde: Foco em zerar as filas de espera com a entrega do Hospital Júlio Müller e das novas estruturas hospitalares regionais em Confresa, Tangará da Serra e Juína.
Educação: Construção de novas unidades escolares e expansão das vagas para o ensino técnico e qualificação profissional.
Sobre os desafios do sistema público de saúde, Pivetta reforçou o compromisso com o atendimento rápido: "Na saúde, nós estamos tendo uma evolução muito importante. Isso vai continuar. Nós não queremos ninguém em fila de espera, sentindo dor e sem atendimento", concluiu.
