REVIRAVOLTA NO UNIÃO BRASIL: Por 30 votos a 19, convenção barra tese de Jayme Campos e sela apoio a Otaviano Pivetta em MT
Publicado em 31/07/2026 por Rádio Nova FM
Após mais de cinco horas de votação secreta e clima tenso, ala liderada por Mauro Mendes vence a disputa interna; senador derrotado classifica pleito de "draconiano", enquanto presidente da sigla nega irregularidades e prega coerência.
Um dos capítulos mais acirrados da política de Mato Grosso teve seu desfecho consolidado na convenção estadual do União Brasil (UB). Em um encontro marcado por forte tensão e divergências internas, a maioria dos convencionais decidiu fechar coligação com o Republicanos, oficializando o suporte à pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado.
A definição ocorreu após um embate direto entre o ex-governador e presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, e o senador Jayme Campos. Logo no início do evento, Jayme tentou impor sua candidatura ao Palácio Paiaguás por aclamação, respaldado pela militância presente. Contudo, a manobra foi contida por Mendes, que exigiu o cumprimento do rito de votação secreta em urna.
Após mais de cinco horas de apuração, o resultado confirmou a vitória da tese da aliança:
Apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos): 30 votos
Candidatura própria (Jayme Campos): 19 votos
Votos nulos: 1 voto
Reações e Troca de Farpas entre Lideranças
A derrota nas urnas partidárias gerou forte descontentamento em Jayme Campos, que classificou a condução da convenção como "draconiana, desigual e desonesta". O senador argumentava que o União Brasil possuía porte e densidade histórica para encabeçar uma chapa própria.
Em resposta, Mauro Mendes minimizou as críticas e garantiu a lisura do processo. "Eu lamento que o senador Jayme tenha dito isso, lamento profundamente, mas nada disso foi visto aqui hoje. O que aconteceu seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido", pontuou o dirigente.
Ao justificar a preferência por Pivetta, Mendes destacou a lealdade do atual vice-governador ao longo dos sete anos e três meses de gestão conjunta. Sobre a possibilidade de Jayme Campos migrar para palanques de oposição como o do senador Wellington Fagundes (PL), Mendes afirmou não temer retaliações ou deserções: "As pessoas são livres para tomar o caminho que bem desejarem".
Aclamação ao Senado e Trunfo nas Suplências
Se no Governo do Estado a definição dependeu de contagem de votos, o mesmo não ocorreu na vaga para o Senado Federal. Mauro Mendes teve sua pré-candidatura homologada por aclamação pelos membros da convenção.
As duas vagas de suplência na chapa majoritária de Mendes foram mantidas vagas intencionalmente. A estratégia da cúpula do UB é utilizar estes espaços como ativos de negociação para atrair novos partidos para o arco de alianças.
Chapas Proporcionais e Integração com a Federação
A convenção também definiu os nomes que concorrerão às cadeiras legislativas. O partido aprovou os pré-candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e à Câmara dos Deputados:
Assembleia Legislativa (ALMT)
Na busca por cadeiras estaduais, destacam-se parlamentares em busca de reeleição e lideranças comunitárias:
Júlio Campos
Dilmar Dal Bosco
Sebastião Rezende
Michelly Alencar (vereadora por Cuiabá)
Cenira Benedita Evangelista (presidente do CEDM-MT)
Wender Roman
Eliane da Silva Ferreira
Antônio Carlos da Silva Bezerra
Ana Paula Leiria
Câmara dos Deputados
Para o Congresso Nacional, a nominata traz nomes de expressão regional:
Fábio Garcia (em busca da reeleição)
Virginia Mendes (ex-primeira-dama)
Gisela Simona (presidente do UB em Cuiabá)
Altemar Lopes
Ednei Blasius
Carlos Roman
Próximos passos: Como o União Brasil compõe a federação União Progressista ao lado do Partido Progressistas (PP), todas as indicações aprovadas passarão por uma validação conjunta antes da homologação final junto à Justiça Eleitoral. O grupo pretende lançar até 25 candidatos a deputado estadual e 9 a deputado federal no estado.
