Flavinha defende reforço da segurança pública durante debate sobre proteção às mulheres
Publicado em 10/08/2026 por Rádio Nova FM
Candidata a deputada federal afirma que medidas de autodefesa podem ajudar, mas ressalta que a responsabilidade pela segurança das mulheres deve permanecer com o Estado
A passagem dos 20 anos da Lei Maria da Penha reacende a discussão sobre as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil. Em meio ao debate provocado pela aprovação da proposta que permite às mulheres portar spray de pimenta como instrumento de autodefesa, a candidata a deputada federal Flavinha defende que a discussão avance para além dos mecanismos individuais de proteção.
Na avaliação da candidata, recursos de autodefesa podem representar uma alternativa diante de situações de risco, mas não devem substituir as políticas públicas de segurança e prevenção à violência doméstica.
Para Flavinha, o principal desafio é garantir que as mulheres tenham acesso a uma estrutura de proteção capaz de agir antes que a violência aconteça.
“A proteção individual é importante, mas não podemos aceitar que a mulher carregue sozinha a responsabilidade pela própria segurança. O Estado precisa estar presente, com prevenção, investigação, atendimento e resposta rápida”, afirma.
Entre as medidas defendidas pela candidata está o fortalecimento das forças de segurança, com ampliação do efetivo policial e expansão das estruturas especializadas no atendimento às vítimas. Ela também aponta a necessidade de ampliar o funcionamento das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, inclusive com atendimento em tempo integral.
Outro ponto destacado é a necessidade de levar a rede de proteção para além dos grandes centros. Segundo Flavinha, mulheres que vivem nos municípios do interior de Mato Grosso precisam contar com serviços especializados próximos de suas comunidades, evitando que a distância dificulte o acesso à assistência.
A candidata também cita o Projeto de Lei nº 4.485/2024, que propõe a criação da Patrulha Nacional de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar. A proposta, segundo ela, busca ampliar a atuação preventiva e o patrulhamento especializado para proteger mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.
Proteção precisa chegar a todos os municípios
Ao abordar os 20 anos da Lei Maria da Penha, Flavinha afirma que o período representa uma importante trajetória de avanços no enfrentamento à violência doméstica, mas ressalta que ainda existem desafios para transformar a legislação em proteção efetiva.
Para ela, a data deve servir também para cobrar investimentos contínuos em segurança, prevenção e acolhimento às vítimas.
“A melhor forma de marcar esses 20 anos é garantir que a proteção prevista na lei funcione de verdade. Isso significa mais estrutura, profissionais preparados, atendimento acessível e uma rede capaz de agir rapidamente quando uma mulher estiver em situação de violência”, declarou.
Flavinha sustenta que o fortalecimento da segurança pública deve ocorrer de forma permanente, com atenção especial aos municípios do interior. Na visão apresentada pela candidata, o objetivo das políticas públicas deve ser criar condições para que as mulheres possam exercer sua liberdade e sua rotina sem precisar viver sob o medo da violência.
