Bastidores da Política: Pivetta atribui avanço da BR-163 a racha histórico e saída de Wellington do DNIT

Publicado em 02/09/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Fonte: Foto da Internet

A disputa pelo Palácio Paiaguás ganhou contornos de acerto de contas político após o primeiro debate oficial da corrida eleitoral, transmitido pela TV Vila Real em Cuiabá. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, mirou diretamente o adversário e senador Wellington Fagundes (PL), elegendo o controle de órgãos federais de infraestrutura como o grande divisor de águas da atual gestão estadual.

Segundo o chefe do Executivo mato-grossense, o destravamento de obras cruciais para o escoamento da produção agrícola com destaque para a emblemática duplicação da BR-163 só se tornou viável após o encerramento da influência exercida pelo senador sobre o antigo DNIT. Pivetta argumentou que a forte capilaridade política mantida por Fagundes ao longo de sucessivas administrações presidenciais travava o avanço de parcerias estratégicas. Na avaliação do governador, foi a articulação do governo de Jair Bolsonaro (PL) que removeu barreiras burocráticas históricas ao afastar o parlamentar das decisões do órgão federal.

"Foi por isso que nós conseguimos duplicar a BR-163, com a expulsão desse cara do DNIT", disparou Pivetta ao justificar a retomada da agenda rodoviária. O governador enfatizou que a transferência de trechos federais para a administração estadual e a viabilização de rodovias como a MT-010 esbarravam na resistência da antiga articulação política do adversário.

Impacto nos números e segurança viária

Enquanto o embate político ferve nos palanques, os dados operacionais da Concessionária Nova Rota do Oeste sustentam o discurso de celeridade da atual gestão. O ritmo das obras de duplicação foi reajustado para ser concluído em quatro anos a metade do prazo estipulado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a ANTT.

  • Balanço de entregas: O Estado já contabiliza 230 quilômetros de pistas duplicadas e entregues à população, divididos entre os 100 km finalizados em 2024 e outros 130 km concluídos no ano seguinte.

  • Redução de fatalidades: O impacto logístico veio acompanhado de um reflexo direto na segurança viária, com uma queda de 95% nos acidentes com morte registrados no trecho crítico compreendido entre os municípios de Diamantino e Nova Mutum.

  • Próximas metas: O cronograma da concessionária e do governo aponta para a entrega de mais 88 km de pista nova até dezembro de 2026, além da expansão dos trechos duplicados em direção a Rosário Oeste e a implantação de uma área de escape na Serra de São Vicente.

O tom adotado por Pivetta evidencia que a gestão da malha rodoviária do Estado, vital para a economia mato-grossense, funcionará como um dos principais cabos de guerra ideológicos e administrativos ao longo de toda a campanha eleitoral.