Em ato com aliados de Flávio Bolsonaro, Pivetta sobe o tom e exige enquadramento de facções como terroristas

Publicado em 19/10/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Em ato com aliados de Flávio Bolsonaro, Pivetta sobe o tom e exige enquadramento de facções como terroristas
Fonte: Foto da Internet

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu publicamente a adoção de medidas mais rígidas contra o crime organizado no país, incluindo o enquadramento de facções criminosas na legislação de terrorismo. A declaração ocorreu na última terça-feira (13/10), durante a solenidade de lançamento do comitê político "Casa 22", em Cuiabá, espaço estruturado para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Durante o evento, realizado no bairro Quilombo mesmo local que abrigou o comitê de campanha do próprio governador nas eleições estaduais, Pivetta cobrou uma mudança de postura do governo federal no combate às organizações criminosas e na fiscalização das fronteiras do país.

Cobrança por atuação federal na fronteira com a Bolívia

Um dos principais pontos abordados pelo chefe do Executivo estadual foi a extensão territorial da fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia, que soma aproximadamente 900 quilômetros. Segundo Pivetta, o estado tem assumido de forma isolada a responsabilidade pelo patrulhamento e pela segurança da região, atribuição que deveria contar com a presença ostensiva da União.

O governador apontou que a posição geográfica de Mato Grosso, que também faz divisa com estados como Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul, amplia os desafios logísticos e operacionais na área de segurança pública. Diante disso, reforçou a necessidade de envio de forças federais para auxiliar na fiscalização da faixa de fronteira e conter rotas de ilícitos.

Alinhamento político e propostas para a segurança

Ao discursar no ato político, Pivetta associou a resolução dos problemas de segurança pública à necessidade de alteração na condução do governo central. O gestor sustentou que a eleição de Flávio Bolsonaro representa uma alternativa para integrar as políticas estaduais a um plano nacional focado no enfrentamento direto ao crime organizado e no rompimento com as diretrizes da atual gestão federal.