Justiça mantém preso homem acusado de estuprar e matar a própria irmã em Cuiabá
Publicado em 13/03/2026 por Rádio Nova FM
Magistrado atendeu pedido da Polícia Civil após delegados apontarem que suspeito representa risco à sociedade
A Justiça de Mato Grosso manteve preso o homem acusado de estuprar, torturar e assassinar a própria irmã de 17 anos, crime ocorrido no bairro Três Barras, em Cuiabá. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (12/03).
O juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal da capital, determinou a manutenção da prisão de Marcos Pereira Soares e expediu mandado de prisão temporária contra o suspeito. Ele é investigado por estuprar, torturar e matar a irmã adolescente, além de ocultar o corpo da vítima.
A decisão judicial atendeu ao pedido da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações. Para os delegados Caio Albuquerque e Jéssica Assis, o suspeito apresenta um perfil considerado extremamente perigoso.
Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido na residência do investigado. Após cometer violência sexual contra a irmã, Marcos teria assassinado a jovem e, em seguida, escondido o corpo em um córrego localizado nos fundos da casa.
De acordo com a delegada Jéssica Assis, o comportamento do suspeito demonstra alto risco à sociedade. “O contexto todo é muito denotativo de uma pessoa que não tem condição nenhuma de viver em sociedade e que é um perigo para mulheres e crianças”, afirmou.
As investigações também apontam que o histórico criminal do suspeito é extenso. Ele já foi condenado a 19 anos de prisão por assassinar um vizinho idoso e enterrar o corpo em uma cova rasa. Além disso, possui passagens policiais por estupro de vulnerável e violência doméstica.
A Polícia Civil ainda apura uma tentativa de estupro que teria sido cometida por Marcos contra uma manicure, ocorrida poucos dias antes do feminicídio da irmã.
O caso segue sob investigação da DHPP, que trabalha para esclarecer todos os detalhes do crime e reunir novas provas que reforcem o inquérito.
