“Dívida impagável”: Mauro Mendes critica política econômica federal e alerta para risco fiscal

Publicado em 19/03/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Fonte: Foto Radio Nova FM 87,9

O governador de Mauro Mendes fez duras críticas à condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o país vive um cenário de endividamento crescente e insustentável. Segundo ele, o modelo atual pode levar o Brasil a um colapso financeiro no futuro.

Durante entrevista coletiva, Mendes classificou a situação como uma “dívida impagável” e comparou a gestão federal a uma empresa que acumula prejuízos continuamente.

“O Governo Federal está gerando déficit. Todo ano é como se uma empresa tivesse prejuízo, deve muito e toma dinheiro emprestado para pagar juros. Nós já passamos a casa de R$ 10 trilhões; é uma dívida impagável”, afirmou.

Críticas ao modelo econômico

Para o governador de Mato Grosso, a União enfrenta dificuldades estruturais para gerar superávit, operando em um ciclo constante de endividamento. Ele argumenta que esse cenário pressiona a economia, mantendo taxas de juros elevadas e dificultando o crescimento sustentável.

Mendes alertou que esse modelo pode gerar consequências graves:

  • Aumento contínuo da dívida pública

  • Manutenção de juros altos

  • Redução da capacidade de investimento

  • Risco de crise econômica futura

Segundo ele, “em algum momento”, esse desequilíbrio pode levar a um desfecho negativo para o país.

Críticas à desoneração de tributos

O governador também se posicionou contra medidas federais de desoneração tributária, como a redução de impostos sobre o diesel, incluindo PIS e COFINS. Ele criticou ainda a pressão para que estados reduzam o ICMS.

De acordo com Mendes, há uma diferença fundamental entre a União e os estados:

Estados e municípios não têm a possibilidade de emitir dívida para cobrir déficits, o que exige maior responsabilidade fiscal.

Comparação com economia doméstica

Em tom didático, o governador comparou a situação do país à gestão de um orçamento familiar deficitário, no qual despesas superam receitas de forma contínua. Para ele, esse tipo de condução é insustentável no longo prazo.

A fala reforça o debate sobre o equilíbrio das contas públicas e a necessidade de ajustes fiscais, tema que segue no centro das discussões econômicas nacionais.