“Dívida impagável”: Mauro Mendes critica política econômica federal e alerta para risco fiscal
Publicado em 19/03/2026 por Rádio Nova FM
O governador de Mauro Mendes fez duras críticas à condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o país vive um cenário de endividamento crescente e insustentável. Segundo ele, o modelo atual pode levar o Brasil a um colapso financeiro no futuro.
Durante entrevista coletiva, Mendes classificou a situação como uma “dívida impagável” e comparou a gestão federal a uma empresa que acumula prejuízos continuamente.
“O Governo Federal está gerando déficit. Todo ano é como se uma empresa tivesse prejuízo, deve muito e toma dinheiro emprestado para pagar juros. Nós já passamos a casa de R$ 10 trilhões; é uma dívida impagável”, afirmou.
Críticas ao modelo econômico
Para o governador de Mato Grosso, a União enfrenta dificuldades estruturais para gerar superávit, operando em um ciclo constante de endividamento. Ele argumenta que esse cenário pressiona a economia, mantendo taxas de juros elevadas e dificultando o crescimento sustentável.
Mendes alertou que esse modelo pode gerar consequências graves:
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Aumento contínuo da dívida pública
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Manutenção de juros altos
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Redução da capacidade de investimento
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Risco de crise econômica futura
Segundo ele, “em algum momento”, esse desequilíbrio pode levar a um desfecho negativo para o país.
Críticas à desoneração de tributos
O governador também se posicionou contra medidas federais de desoneração tributária, como a redução de impostos sobre o diesel, incluindo PIS e COFINS. Ele criticou ainda a pressão para que estados reduzam o ICMS.
De acordo com Mendes, há uma diferença fundamental entre a União e os estados:
Estados e municípios não têm a possibilidade de emitir dívida para cobrir déficits, o que exige maior responsabilidade fiscal.
Comparação com economia doméstica
Em tom didático, o governador comparou a situação do país à gestão de um orçamento familiar deficitário, no qual despesas superam receitas de forma contínua. Para ele, esse tipo de condução é insustentável no longo prazo.
A fala reforça o debate sobre o equilíbrio das contas públicas e a necessidade de ajustes fiscais, tema que segue no centro das discussões econômicas nacionais.
