"Ninguém me tira do páreo": Emocionado, Jayme Campos desafia resistências e crava pré-candidatura ao Governo
Publicado em 02/04/2026 por Rádio Nova FM
Em um desabafo marcado pela emoção e pelo tom de desafio, o senador Jayme Campos (União) reafirmou, nesta quarta-feira (01/04), que sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso é irreversível. O parlamentar, que enfrenta um cabo de guerra interno dentro do próprio partido, subiu o tom contra o grupo aliado ao ex-governador Mauro Mendes, que tenta viabilizar o apoio da sigla ao atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Honra e Enfrentamento
Com mais de 40 anos de vida pública, Jayme ressaltou sua trajetória limpa e rebateu as pressões que vem sofrendo para recuar. O senador deixou claro que não se deixará intimidar por articulações de bastidores.
"Eu não admito ninguém vir dizer A, B, C sobre a minha pré-candidatura. Eu sou um homem honrado e não tenho um escândalo na minha camisa. Não é meia dúzia de cidadãos que vai querer assombrar Jayme Campos", disparou aos jornalistas.
As Únicas Condições para o Recuo
O momento de maior emoção ocorreu quando o senador citou perdas familiares para ilustrar sua determinação. Segundo ele, sua desistência só ocorreria sob circunstâncias impossíveis ou divinas.
Vontade Divina: Somente se Deus pedisse.
Fator Familiar: Se seu pai ou seu filho, Jayminho, ressuscitassem para lhe fazer esse pedido.
Resiliência: Jayme afirmou que, após a morte do filho, perdeu o medo de enfrentamentos políticos.
O Imbróglio no União Brasil
A falta de consenso entre as alas do partido empurrou a decisão final para a convenção partidária. A situação é complexa:
Ala Mauro Mendes: Pressiona pelo apoio a Otaviano Pivetta.
Ala Jayme Campos: Reivindica candidatura própria e afirma ter a maioria dos votos dos membros votantes.
Possível Intervenção: Aliados do senador não descartam acionar a Executiva Nacional do União Brasil para garantir o direito de disputar o Palácio Paiaguás.
Foco no Eleitorado
Ao finalizar, Jayme Campos projetou sua vitória baseada em um perfil de gestão humanizada. Ele buscou se conectar diretamente com as camadas mais populares, sinalizando qual será o tom de sua campanha.
"Vou ganhar a eleição com o apoio do povo de Mato Grosso. Sobretudo daqueles que querem um governador que seja humano e que respeite a classe mais humilde e o trabalhador", concluiu o senador, garantindo que o estado precisa de alguém que reconheça quem gera a riqueza da região.
