Mato-grossenses defendem classificação de facções como terroristas, aponta Veritá

Publicado em 06/04/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

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Uma parcela expressiva dos eleitores de Mato Grosso defende uma mudança drástica na legislação penal brasileira: a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Segundo levantamento do Instituto Veritá, realizado em março de 2026, 84% dos entrevistados que emitiram opinião são favoráveis ao endurecimento da tipificação dessas organizações.

Dentro desse grupo, o apoio é contundente: 73% afirmaram "concordar totalmente" com a medida. A resistência entre os que se posicionaram é baixa, somando apenas 16% de discordância (total ou parcial).

O "Silêncio" e o Cenário Político

Apesar do apoio massivo entre os que opinaram, a pesquisa revelou que 62,3% dos 1.220 entrevistados preferiram não responder, evidenciando a complexidade do tema. No campo político, o debate ferve com o PL 2428/2025, que propõe:

  • Penas rígidas: De 12 a 30 anos de reclusão para atos de domínio territorial.

  • Punição a líderes: Aumento de até dois terços na pena para chefes de facções.

  • Bloqueio de bens: Facilitação do confisco de ativos financeiros do crime.


Visão Geral da Pesquisa (Votos Válidos)

PosicionamentoÍndice
Apoio Total ou Parcial84%
Discordância Total ou Parcial16%

Nota Técnica: Atualmente, a Lei 13.260/2016 restringe o terrorismo a atos de xenofobia ou preconceito. A nova proposta busca enquadrar o medo generalizado imposto pelo crime organizado sob a mesma régua.

Resistência e Cautela

Enquanto a oposição pressiona pelo endurecimento para sufocar o poder financeiro das milícias e facções, o Governo Federal mantém cautela. O receio é que a reclassificação abra precedentes para interferências externas na segurança interna do Brasil.

A pesquisa do Instituto Veritá possui margem de erro de 3 pontos percentuais e está registrada sob os números MT-02322/2026 e BR-09578/2026.