Guerra de Modais: Pivetta rebate Lula e defende troca do VLT pelo BRT em Mato Grosso

Publicado em 20/04/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

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A novela do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande ganhou um novo capítulo de tensão política nesta semana. O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu de forma incisiva as críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a desistência do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em favor do BRT (Bus Rapid Transit).


"Pouco Conhecimento"

Em resposta às declarações de Lula, que classificou a mudança como "irresponsabilidade", Pivetta sugeriu que o presidente carece de embasamento técnico sobre o tema.

"Com todo o respeito ao presidente Lula, acredito que ele tem pouco conhecimento em transporte coletivo e muito menos em avaliar modal e custo. Ele é um grande político e sabe argumentar, mas o projeto do VLT era completamente inviável", disparou o governador em exercício.

Pivetta reforçou que a atual gestão herdou, em 2018, um projeto "malfeito" e eivado de problemas desde a sua concepção para a Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, a decisão de migrar para o BRT foi uma medida de responsabilidade fiscal e eficiência logística.

As Críticas do Planalto

O embate começou na última quarta-feira (15), quando Lula, em discurso, usou o exemplo de Mato Grosso para criticar gestores que abandonam obras iniciadas por antecessores. O presidente ironizou o fato de os vagões comprados por Mato Grosso terem sido vendidos para a Bahia.

  • Oportunidade Baiana: Lula destacou que a Bahia comprou os trens com 40% de desconto.

  • Contraste: "O trem na Bahia está funcionando, enquanto nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer coisa está funcionando em Cuiabá", afirmou o presidente.

  • Irresponsabilidade: Para o petista, interromper o projeto original foi um desperdício de dinheiro público motivado por questões políticas.

Entenda o Contexto da Disputa

Ponto de VistaArgumento Principal
Governo de MT (Pivetta/Mendes)O VLT era financeiramente insustentável e o contrato original apresentava irregularidades graves. O BRT seria a solução mais rápida e barata.
Governo Federal (Lula)A troca de modal causou atrasos de mais de uma década e resultou na venda de patrimônio (os vagões) a preço de custo para outro estado.

Cenário Atual

Enquanto o debate político se acirra, a população da Baixada Cuiabana segue aguardando a conclusão das obras. Atualmente, os trilhos do VLT estão sendo removidos para dar lugar às pistas exclusivas de ônibus (BRT). A troca de farpas entre o Palácio Paiaguás e o Palácio do Planalto evidencia que o transporte público em Mato Grosso deixou de ser apenas uma questão de engenharia para se tornar um dos principais campos de batalha política entre o Republicanos e o PT.