Mato Grosso lança ofensiva de R$ 400 milhões para zerar filas de cirurgias

Publicado em 24/04/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Fonte: Radio Nova FM 87,9

Em um movimento estratégico para desafogar o sistema público de saúde, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou nesta quinta-feira (23) um investimento de R$ 400 milhões. O montante será destinado à segunda etapa do programa Fila Zero na Cirurgia, com o foco central em atrair a rede hospitalar privada para o atendimento de alta complexidade.

A grande novidade da medida é a criação de um decreto que institui uma tabela própria de remuneração, baseada nos parâmetros do SUS, mas com incentivos financeiros para tornar a parceria atrativa aos hospitais particulares.


Estratégia: Parceria Público-Privada

O objetivo do Governo do Estado é utilizar a infraestrutura ociosa da rede privada para absorver a demanda que o setor público, sozinho, não consegue suprir com agilidade.

  • Público-alvo: Pacientes que aguardam por diagnósticos, cirurgias eletivas e tratamentos de alta complexidade.

  • Habilitação: Hospitais particulares poderão se credenciar para oferecer leitos e centros cirúrgicos.

  • Abrangência: Além da rede privada, o programa segue com parcerias junto a municípios e consórcios intermunicipais de saúde.

"O objetivo disso é acabar com as filas, tanto para diagnóstico como para cirurgias e tratamentos. Estamos destinando recursos para que todos os mato-grossenses que precisam de alta complexidade sejam atendidos com dignidade", afirmou Pivetta durante o anúncio.


O Programa Fila Zero

Lançado originalmente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em abril de 2023, o Fila Zero na Cirurgia entra agora em uma fase de expansão. Confira os principais pontos da nova etapa:

Recurso PrevistoFoco do AtendimentoModelos de Parceria
R$ 400 MilhõesMédia e Alta ComplexidadeHospitais Privados, Filantrópicos e Consórcios

Impacto Esperado

Com a nova tabela de incentivos, o governo espera reduzir drasticamente o tempo de espera por procedimentos que, muitas vezes, levam meses ou anos para serem realizados. A medida busca descentralizar o atendimento, permitindo que o paciente realize o procedimento em instituições mais próximas ou com maior disponibilidade técnica, sob o custeio do Estado.