Flávia Moretti diverge de Pivetta e defende verba pública para eventos:

Publicado em 27/04/2026 por Rádio Nova FM

Notícias do Estado

Fonte: Foto da Internet


A gestão dos recursos públicos para o setor cultural tornou-se o centro de um debate político em Mato Grosso. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), manifestou discordância parcial em relação à nova política de "freio" proposta pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), que visa restringir drasticamente o financiamento de shows e festas com dinheiro estadual.


O "Freio" do Governo Estadual

A gestão estadual pretende limitar a autonomia dos deputados na destinação de emendas para eventos. Atualmente, após os 50% obrigatórios para a Saúde, os parlamentares têm liberdade sobre a metade restante. A nova regra impõe limites rigorosos:

  • Teto de 10%: Do montante não destinado à Saúde, apenas 10% poderá ser usado em shows e cultura.

  • Nova Governança: O aval para contratações deixa de ser uma canetada do governador e passa ao crivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CONDES).

Pivetta justificou a mudança afirmando que não se sente confortável em assinar autorizações para esse tipo de despesa, sinalizando uma priorização de investimentos estruturais.


A Defesa do Equilíbrio Orçamentário

Para Flávia Moretti, a separação de recursos já está prevista na legislação e deve ser respeitada sem que uma área canibalize a outra. Ela argumenta que a existência de problemas na Saúde ou Infraestrutura não deve anular o investimento no Lazer e na Cultura.

"Os dinheiros são equalizados dentro do orçamento conforme a Constituição, a LOA e a LDO. O que tiver que ser aplicado em show ou em saúde, tem que ser aplicado conforme os orçamentos previstos", defendeu a prefeita.


Cultura como Ativo Econômico

Responsável pela retomada da ExpoVG, feira agropecuária que oferece shows nacionais gratuitos, Moretti pontuou que o investimento público em eventos gera um "efeito cascata" na economia local:

  1. Turismo e Comércio: Atração de visitantes que consomem na cidade.

  2. Serviços: Geração de empregos temporários e movimentação do setor de hotelaria e gastronomia.

  3. Bem-estar Social: A prefeita lembrou que Várzea Grande ficou 21 anos sem festas de aniversário, defendendo o direito da população ao lazer gratuito.


Comparativo de Visões

CritérioPosicionamento de Otaviano PivettaPosicionamento de Flávia Moretti
PrioridadeRestrição de gastos com entretenimento.Cumprimento do orçamento setorial (Cultura).
ControleDecisão via conselho técnico (CONDES).Respeito às normas da LOA e LDO.
Visão EconômicaFoco em áreas essenciais (Saúde/Infra).Eventos como motor de comércio e serviços.

A divergência coloca em pauta o papel do Estado: deve o governo ser apenas um provedor de serviços básicos ou atuar como investidor em eventos que impulsionam o giro financeiro municipal? Enquanto o Estado aperta o cinto, Várzea Grande aposta na cultura como estratégia de visibilidade e desenvolvimento.

O que você acha dessa queda de braço: o governo deve priorizar 100% o básico ou o lazer é um investimento econômico justificável?